10 Sintomas Que Indicam Quando Você Deve Procurar Um Médico

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Doutor Já

Redação
10 Sintomas Que Indicam Quando Você Deve Procurar Um Médico

Você sabe quando precisa ir ao médico?

Muitos pacientes e seguidores nos perguntam com frequência quando que devemos ir ao médico. Não foi uma resposta fácil, nos debruçamos sobre diversos dilemas e situações. Claro que excluímos aqui as emergências e situações de trauma – queimaduras, cortes, contusões, entorses e fraturas. Selecionamos situações clínicas, que muitas vezes demoramos a perceber e a procurar o médico.

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1 – falta de ar

       Consideramos falta de ar a diminuição da capacidade de se exercitar ou diminuição da respiração quando for fazer desde situações simples do dia-a-dia (ir ‘a padaria, subir lances de escada). Algumas doenças como insuficiência cardíaca, doença pulmonar obstrutiva pulmonar, doenças musculares, doenças coronarianas podem causar falta de ar. Se vier acompanhado de outros sintomas ou sinais, podem dar os indicativos para os médicos, como inchaço dos pés ou tornozelos; recomendamos sempre a perda de peso, parar de fumar e diminuir a exposição a impurezas e poluição.

 

2 – dor no peito

Quando selecionamos a dor no peito, queríamos excluir as emergências. Se tiver subitamente uma dor no peito (compreendido do inicio do abdome ate o pescoço), procure a emergência ou se estiver incapaz de ir ate a emergência, ligue para o SAMU ou bombeiros (192 e 193).  Além disso, essa dor no peito pode ser um dos sintomas de ataque cardíaco ou um dos 10 efeitos do colesterol alto.

Mas selecionamos a dor no peito crônica, que já acontece ha algum tempo, geralmente quando e feito um exercício físico ou caminhada. A dor no peito que nos referimos pode ser explicado por angina, muito conhecida como angina do peito. Essa é a dor que vem quando se faz um esforço um pouco maior, que obriga a parar, interromper o que estiver fazendo e tomar um tempo.  

A dor no peito tem que ser investigada, não deve ser negligenciada. Muitas vezes se as pessoas que tem dor no peito se acostumam com essa “dorzinha”, com essa sensação de mal estar. Esquecem de comentar ou não comentam por medo da gravidade. A dor no peito pode ser em aperto, opressão, pontada ou queimação. Muitas vezes pode ser confundida com indigestão ou dor no ombro, mandíbula ou dentes. Os ataques de angina geralmente ocorrem quando o coração é forçado a trabalhar mais – por exemplo, durante a atividade física ou o estresse emocional. Lembre-se sempre de comentar com seu médico sobre episódios ou crises de dor no peito. Se você já tem orientações do que fazer ou qual medicamento tomar quando tiver dor no peito, siga essas instruções.

 

3 – perda de apetite

A perda do apetite tem implicações pessoais importantes, muitas vezes familiares. Não é incomum mães trazerem seus filhos com essas queixas, esposas trazendo maridos, até mesmo algo pessoal que foi percebido pela própria pessoa e que vem angustiando. Os desafios para o médico são tão ou mais angustiantes que para o próprio paciente que está experimentando essa situação. Ansiedade, depressão, doenças crônicas, doenças infecciosas, situações inflamatórias, psicológicas ou físicas podem ser a explicação desse sintoma, e muitas vezes vem acompanhado de perda de peso – item a ser abordado a seguir. Quanto isso está repercutindo na sua saúde e quanto isso está se tornando um problema é subjetivo, mas ao mesmo tempo é indicativo de que devemos ter pressa em identificar os agravos à saúde mais graves dos mais leves. A anorexia é a perda do apetite mais comum, muitas vezes tornando-se sinônimo.

 

4 – perda de peso inexplicada

A perda de peso inexplicada é a redução da massa corporal em 5 a 10% do valor inicial, sem que haja uma dieta ou restrição alimentar proposital. É um dos sintomas mais antigos da medicina, descrito por médicos gregos da antiguidade como consumpção, ou seja destruição; ação de gastar ou destruir por completo. A perda de peso deve ser investigada, geralmente, por um exame físico minucioso, repleto de detalhes; como complementação, geralmente o médico toma mão de alguns exames de sangue, fezes, imagem e algumas vezes mais invasivos, como exames endoscópicos. Não tenha medo de relatar ao seu médico sobre perda de peso. Ele saberá te tranquilizar e encaminhar corretamente a sua investigação.

 

5 – dificuldade de deglutição

A dificuldade de deglutição pode ser explicada como dificuldade de encaminhar o alimento da cavidade oral para o esôfago – onde percorrerá o trajeto até o estômago. O início da digestão se dá na boca, onde já existem enzimas responsáveis pela digestão. O processo continua pelo esôfago, estômago, duodeno, intestino delgado e grosso, até os restos serem eliminados. Algumas situações impedem que se consiga mastigar adequadamente os alimentos – problemas na articulação da mandíbula, problemas na língua, no pálato (céu da boca) – ou encaminhar esse alimento para o estômago – problemas no esôfago por exemplo. Isso pode levar a perda de peso – item 4 – desnutrição e consequentemente, tornando o corpo mais fraco e sucetível às infecções e problemas de falta de vitaminas. Se estiver com dificuldade de se alimentar, ou estiver preferindo alimentos batidos como fonte de alimentação, procure seu médico.

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6 – constipação intestinal inexplicada

Não existe uma função intestinal correta, ou seja, se tolera um número de evacuações no máximo até três vezes ao dia ou no mínimo uma velocidade de três vezes por semana. Porém não se deve avaliar só o número de vezes que se consegue evacuar. Deve-se prestar atenção também para a qualidade dessa evacuação, no sentido de ter a sensação de esvaziamento completo ou que não haja mais fezes a serem eliminadas. Os sintomas da constipação são movimentos intestinais não frequentes, passagem de fezes duras e, às vezes, dificuldade em passar fezes.

As sensações associadas à constipação podem incluir um sentimento constante de necessidade de ir, o que pode ser muito irritante ou uma sensação de inchaço ou plenitude. Uma das situações que devemos ficar atentos é se houveram mudanças no padrão intestinal, ou seja, pessoas que conseguiam evacuar diariamente, passaram a evacuar com dificuldade, ou passaram a espaçar esse tempo – para dois em dois dias, três em três dias, eventualmente semanalmente ou que precisem ter suas fezes retiradas manualmente. Se apresentar mudanças do hábito intestinal, procure seu médico.

 

7 – diarréia persistente

Ao contrário do item anterior, a diarreia persistente é a eliminação de fezes amolecidas, não formadas, ou até mesmo liquefeitas. Tolera-se até sete dias a diarreia, sendo que pode ser definida como persistente de sete dias a 14 dias. A partir do décimo quarto dia, define-se como crônica.

É um sintoma que incomoda, muda hábitos das pessoas, tornando-se desgastante e debilitante. Dentre causas, podemos destacar intolerâncias alimentares como glúten e lactose, doenças metabólicas, carências de vitaminas, doenças inflamatórias intestinais, doenças infectocontagiosas e até mesmo distúrbios neurológicos e psiquiátricos. As causas são inúmeras,  e só o médico consegue através, da boa anamnese (análise) orientar e destacar os principais pontos. Procure seu médico e siga as orientações. Evite se auto medicar inibindo a diarreia. Isso pode te prejudicar e atrasar seu diagnóstico.

 

8 – febre alta ou por mais de 5 dias

A febre é um dos sintomas mais estudados e mais desafiadores da prática médica. Ela pode ser tanto um sinal – quando só o médico percebe – quanto um sintoma. Pode vir acompanhada de:

  • Calafrios
  • Suor
  • Sensação de frio ou calor

Além disso, pode ocorrer em momento específicos do dia (com padrão) e até ter ciclos, como por exemplo de dois dias com febre e um dia sem. Ou, pode ser isolada, sem padrão de surgimento.

A febre tem influência do ambiente. Viagens recentes e contatos com outros meios, pode ser de origem alérgica. A infinidade de apresentações, associações e características fazem com que ela seja desafiadora para o médico.

 

O que fazer quando estiver com febre

Ao sentir febre, ou perceber-se febril, anote a hora, o valor alcançado pelo termômetro, sintomas associados e outros dados que lhe achar conveniente. Toda temperatura acima de 37,8 é considerada febre. Acima de 39,2 é considerada alta; temperatura de 40 graus deve ser abaixada imediatamente e a pessoa deve procurar uma emergência.

 

9 – dor de cabeça súbita

Geralmente considera-se dor de cabeça súbita as seguintes descrições:

  • “a pior dor de cabeça que já tive na vida…”
  • “… tenho vontade de enfiar a cabeça na parede de tanta dor …”
  • “… parece que um demônio está arrancando meus olhos …”
  • Essas frases dão um alerta que o médico investigue o que está acontecendo. Sintomas associados são importantes e devem ser relatados. Tais como:
  • Perda de força
  • Alteração de equilíbrio
  • Luzes e flashes piscando
  • Necessidade de ficar num ambiente quieto e isolado
  • Alterações de equilíbrio
  • Perda da consciência
  • Crises convulsivas
  • Alteração de comportamento
  • Perda da visão
  • Visão borrada
  • Alterações de paladar e personalidade

O médico leva isso em consideração e pode orientar mais facilmente a investigação e o tratamento. Não deixe de relatar nenhum fato associado. O controle da dor de cabeça pode melhorar o rendimento escolar, desempenho no trabalho e em todos os aspectos da vida pessoal.

 

10 – sangramentos inexplicáveis

Consideramos sangramentos inexplicáveis quando surgem manchas roxas pelo corpo, como:

  • Equimoses
  • Coleções de sangue
  • Hematomas
  • Sangramentos gengivais
  • Perda de sangue por cavidades (como ouvido, nariz, anus, vagina ou uretra)

Sangramentos espontâneos devem ser relatados e investigados. As doenças do sangue que podem cursar com sangramentos podem ser classificadas como malignas – como cânceres -, benignas, temporárias, problemas na coagulação do sangue ou problemas das células do sangue. Essas doenças precisam ser bem conduzidas e definidas. Conte suas queixas, preocupações e anseios. Discuta com ele a melhor forma de investigar e siga corretamente o que foi planejado.

Fonte:  Dr. Fernando Chapermann – Call Doctor CRM-RJ 52817163

 

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