5 fatores comuns da esclerose múltipla em mulheres

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Redação
5 fatores comuns da esclerose múltipla em mulheres

Por que a esclerose múltipla é mais comum em mulheres?

A Esclerose Múltipla (EM) é muito mais comum em mulheres do que em homens. De acordo com a Sociedade Nacional de Esclerose Múltipla, as mulheres são pelo menos duas a três vezes mais propensas a desenvolver a doença.

A EM pode afetar os homens e mulheres de maneiras diferentes. Veja as 5 principais diferenças.

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A condição desenvolve-se em taxas diferentes

Apesar das mulheres serem mais propensas a desenvolverem esclerose múltipla, a condição tende a progredir mais rapidamente e ficar mais grave em homens. Além disso, as mulheres que possuem a doença, experienciam um declínio cognitivo mais devagar do que os homens. Dessa maneira, elas apresentam maiores taxas de sobrevivência.

Efeitos diferentes no humor e qualidade de vida

Uma análise recente descobriu que, comparado aos homens com esclerose múltipla, as mulheres com a condição podem ser menos propensas a desenvolverem depressão. Por outro lado, as mulheres possuem uma probabilidade maior de desenvolver ansiedade.

A EM pode afetar negativamente a qualidade de vida tanto em homens quanto em mulheres. Contudo, algumas pesquisas sugerem que dentro das pessoas com essa condição, as mulheres tendem a relatar uma maior qualidade de vida relacionada à saúde. Isso mostra que as mulheres possuem vantagem quando se trata de se ajustar mental e emocionalmente à condição.

Pode afetar relacionamentos sexuais de diferentes maneiras

Devido aos efeitos físicos, psicológicos e sociais, a esclerose múltipla pode influenciar na vida sexual das pessoas. É comum para homens e mulheres com essa condição relatarem desafios relacionados ao sexo. Mas há algumas diferenças.

As mulheres com essa condição são mais propensas a relatarem um desejo ou interesse sexual reduzido em comparação aos homens. Os homens podem ser mais propensos a terem preocupações acerca da sua habilidade de satisfazer um parceiro sexual.

Mulheres e homens podem ter hábitos diferentes de autogestão

Para reduzir o risco de deficiência e promover qualidade de vida, é importante para as pessoas com esclerose múltipla praticarem uma boa autogestão. Isso significa tomar medicações conforme a prescrição, desenvolver estratégias de autocuidado e manter redes sociais de apoio fortes.

Mulheres são menos propensas que os homens a seguir o plano de tratamento prescrito.

A gravidez pode fazer diferença

A gravidez pode potencialmente agravar certos sintomas da esclerose múltipla. Quando as mulheres estão no segundo e terceiro trimestre da gravidez, elas são menos propensas a terem um relapso. Após darem à luz, o seu risco de recaída aumenta significativamente.

Muitas medicações usadas para tratar sintomas da esclerose múltipla não são consideradas seguras para mulheres grávidas ou para mulheres que estão amamentando.

Por exemplo, se uma mulher tem problemas de equilíbrio, esses podem piorar conforme ela ganha peso. Se ela tem problemas em controlar a bexiga e intestino, a pressão da gravidez pode aumentar o seu risco de incontinência. A fadiga também pode aumentar durante a gravidez.

As mulheres com esclerose múltipla são mais propensas a desenvolverem depressão ou outros transtornos de humor do que as mulheres sem essa condição. Por sua vez, as mulheres com histórico de transtornos de humor têm uma maior probabilidade de apresentar depressão pós-parto após dar à luz.

Fonte: Health Line

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