Antibiótico e álcool, será que pode?

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Antibiótico e álcool, será que pode?

É seguro?

As bebidas alcoólicas geralmente estão presentes em todas festas, feriados e até mesmo, nos nossos finais de semana. Mas… realmente remédios como antibiótico e álcool combinam? Se você fica na dúvida se pode beber tomando remédio, esse artigo é pra você.

Resumidamente, misturar álcool em alguns casos, com medicamentos pode ser perigoso. Alguns remédios contêm ingredientes que podem reagir ao álcool, diminuindo os efeitos da medicação. Um exemplo é controlar os níveis de açúcar no sangue para quem tem diabetes.

Tomar uns drinks também pode intensificar a sonolência, tornando-se arriscado ficar atrás do volante, por exemplo.

Nesse artigo vamos falar de 10 tipos de remédios que não devem ser consumidos com álcool. Se quiser saber porque você não deve tomar antibiótico e álcool, continue lendo.

 

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Dupla de risco

“A perigosa combinação de antibiótico e álcool, além de algumas outras medicações é real. Algumas vezes até fatal,” disse Danya Qato. Ela é farmacêutica e candidata a doutorado na pesquisa de serviços de saúde na Brown University.

Pessoas mais velhas correm um alto risco com a dupla, porque geralmente tomam mais remédios. Isso faz com que elas sofram mais os efeitos do pensamento e das habilidades motoras. Essas alterações podem resultar em quedas e outros machucados.  Envelhecer também diminui a habilidade do corpo de quebrar o álcool, então os efeitos chegam mais rápido e ficam no sangue por mais tempo.

Veja agora as 10 classes de remédios que não devem ser consumidos com o álcool e quais são os efeitos colaterais:

 

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1- Antidepressivos

A preocupação deles com o consumo de álcool é que ambos desaceleram o sistema nervoso central. Isso afeta o seu cérebro e prejudica suas habilidades de pensamento e alerta. Essa combinação também pode te deixar mais sonolento. Ficar com sono diminui suas habilidades de julgamento, coordenação,  tempo de reação e concentração.

Combinar álcool com antidepressivos pode também piorar os sintomas de depressão.

Já com a classe de antidepressivo chamada de inibidor de monoamina oxidase, é melhor evitar totalmente o álcool pois pode causar um aumento perigoso na pressão sanguínea.

2- Medicamentos que reduzem o colesterol

Geralmente as pessoas que tomam remédios que reduzem o colesterol tem um histórico de beber muito. Isso porque o dano ao fígado é um potencial efeito colateral do tratamento de estatina e o uso regular deste medicamento combinado com as bebedeiras pesadas frequentes pode causar um impacto no fígado.

Problemas de fígado podem não causar sintomas visíveis e podem ser detectados apenas através de um teste de função hepática.

3- Antibiótico e álcool

Você não deve beber tomando antibiótico. Você provavelmente está pensando: “O álcool corta o efeito do antibiótico, então” ou “o álcool dá mais efeito colateral”. 

A resposta é: Para a maioria das combinações entre antibióticos e álcool, nenhuma dessas frases é verdadeira. Quando você vai beber tomando antibióticos, os médicos tem medo da sua escolha entre o antibiótico e álcool.

Qualquer coisa que faça você tomar antibiótico e beber aumenta sua chance de ter um sério problema: A resistência aos antibióticos. A bula do seu remédio tem informações sobre antibiótico e álcool. Fale com um médico ou farmacêutico se tiver dúvidas sobre os detalhes dos seus medicamentos.

Depende da situação

Dependendo do caso, antibiótico e álcool pode não fazer mal algum. Mas isso provavelmente depende da sua idade, da saúde geral. Varia também do tipo de remédio que você com que você quer beber tomando antibiótico.

Medicamentos como trimetoprim/sulfametoxazol e metronidazol, por exemplo, podem levar a efeitos colaterais mais sérios se tomados com álcool. Estes podem incluir: 

  • Muito enjoo
  • Vômito
  • Diarréia

Se o seu médico falar que você não deve tomar antibiótico e álcool, você pode perguntar quanto tempo você deve esperar para voltar a beber. Pode ser necessário esperar pelo menos 72 horas após o término do tratamento com antibióticos antes de tomar qualquer bebida alcoólica. Ouvir o conselho do seu médico pode ajudá-lo a evitar os efeitos de uma interação com o álcool.

4- Pressão sanguínea e medicamentos para o coração

O álcool diminui o efeito de medicações para pessoas que sofreram ataques cardíacos ou que estão sendo tratadas por insuficiência cardíaca, dor torácica ou ritmo cardíaco anormal. Portanto, especialistas recomendam que pessoas usando bloqueadores beta evitem beber álcool.

O remédio de pressão depois de beber também pode ter efeitos prejudiciais a sua saúde. Tomar remédio de pressão e beber também pode fazer sua pressão despencar, se você toma enzimas de conversão da angiotensina. Essa medicação serve para controlar a hipertensão ou tratar ataques cardíacos e AVCs. Ou seja: tomar remédio de pressão depois de beber pode fazer com que você tenha tonturas, vertigens e até desmaio.

5- Pílulas anticoncepcionais

O álcool o seu corpo mais lento, se você toma pílula. Por isso, você pode ficar intoxicada mais rápido. Mas o álcool não reduz o efeito da pílula.

 

6- Medicações de diabetes

Se você tem aquela dúvida de quem tem diabetes pode tomar cerveja, saiba que o álcool pode causar níveis baixos de glicose no sangue. Isso não acontece só depois de beber, mas também até 24 horas posteriores. Por isso, é aconselhado que quem tem diabetes tome cerveja, por exemplo, só depois de comer um lanche.  O diabético pode tomar cerveja, mas deve comer algo a fim de manter os níveis de glicose estáveis no sangue.

Entretanto, é importante que você saiba que alguns medicamentos combinados com álcool podem levar a sintomas como:

– Náuseas

– Fraquezas

– Tonturas

– Rubor (vermelhidão do rosto)

Nesses casos, o diabético também fica com níveis extremamente baixos de glicose no sangue.

Medicamentos para refluxo gastroesofágico e úlcera

Embora possa ser bom beber um drink se você tiver azia, quantidades maiores de álcool podem relaxar o músculo entre o estômago e o esôfago, aumentando o refluxo ácido. Isso pode produzir uma sensação de queimação na parte superior do tórax e um gosto azedo na parte de trás da boca.

O álcool pode irritar e corroer o revestimento do estômago e esôfago e também aumenta a quantidade de ácido estomacal produzido, o que piora o refluxo ácido, bem como os sintomas da úlcera.

É aconselhado que as pessoas com úlceras de estômago evitem o álcool, pois ele pode diminuir a capacidade de cicatrização de uma úlcera.

Analgésicos

Beber pode ser prejudicial quando se toma certos analgésicos porque o álcool intensifica o efeito de alguns medicamentos para dor.

Em geral é seguro beber em pequenas quantidades se você está tomando acetaminofeno (Tylenol), mas o consumo crônico de álcool e acetaminofeno pode causar danos ao fígado.

Remédios para dor sem receita, como aspirina e ibuprofeno, são geralmente seguros com o consumo moderado de álcool. Ambos podem aumentar a irritação estomacal, assim como o álcool, por isso, é melhor abster-se de beber muito se você toma analgésicos regularmente para evitar a possibilidade de úlceras e sangramento estomacal.

Combinar álcool e narcóticos pode também prejudicar habilidades motoras e de pensamento, e pode levar a problemas de respiração. Overdoses são causadas pela mistura desses dois.

Comprimidos para dormir

Em geral, é recomendável evitar álcool se você estiver tomando pílulas para dormir. O álcool pode aumentar os efeitos sedativos desses medicamentos, deprimindo partes do cérebro, causando sonolência e tonturas severas, aumentando o risco de quedas, feridas e acidentes de carro. Além disso, pode reduzir a pressão sanguínea a níveis extremamente baixos e causar dificuldades respiratórias.

Embora o consumo de álcool possa lhe fazer sentir cansado, e é por isso que algumas pessoas usam isso como uma bebida antes de dormir, ele também pode interromper padrões de sono normais e fazer com que você acorde com mais frequência durante a noite.

Se você toma um drink, tente esperar pelo menos seis horas antes de tomar comprimidos para dormir no intuito de manter álcool longe da hora de dormir.

Fonte: Live Science

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