Diabetes: as diferenças entre os tipos 1 e 2

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Diabetes: as diferenças entre os tipos 1 e 2

O que é diabetes?

Diabetes, ou diabetes mellitus (DM), é um transtorno em que o seu corpo não consegue guardar e usar o açúcar da melhor forma. Essa condição afeta a sua glucose (ou glicose). Ela é um tipo de açúcar que funciona como seu combustível.

A insulina é um tipo de hormônio produzido pelo pâncreas. Ela ajuda a transformar o açúcar do seu corpo em energia para você. Um a falta dela ou resistência do seu corpo à insulina é o que causa diabetes.

O diabetes traz riscos de doenças cardiovasculares, doença renal, perda de visão, condições neurológicas e danos aos vasos sanguíneos e órgãos.

 

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Entendendo os tipos

Há o tipo 1 e tipo 2, e diabetes gestacional. Elas têm causas e fatores de risco diferentes, além de linhas de tratamento diversas.

Esse artigo irá comparar as semelhanças e diferenças dos tipos 1 e 2 de diabetes.

 

O que é diabetes gestacional?

O diabetes gestacional ocorre durante a gravidez e geralmente vai embora depois do parto.

Ter diabetes gestacional também aumenta seu o risco de desenvolver diabetes tipo 2 após a gravidez. Então, se você acabou de ganhar neném, deve ver um médico com certa frequência, para ver se você desenvolveu diabetes tipo 2.

De acordo com os  Centers for Disease Control and Prevention (CDC), 29,1 milhões de pessoas nos EUA têm diabetes.

 

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Fatos rápidos sobre diabetes

  • Diabetes tipo 1 é frequentemente hereditário e não pode ser evitada.
  • Tipo 2 é muito mais comum que o tipo 1. Para cada pessoa com diabetes tipo 1, 20 possuem o tipo 2.
  • Tipo 2 pode ser hereditário, mas o excesso de peso, falta de exercício e uma dieta não saudável aumentam o risco.
  • Pelo menos 1 terço das pessoas nos EUA irão desenvolver diabetes tipo 2 durante a vida.
  • Ambos os tipos podem levar a um ataque cardíaco, lesão do nervo, dano renal e possível amputação de membros.

 

Causas

No diabetes tipo 1, o seu próprio sistema imunológico ataca as células que produzem sua insulina.

Essas células são destruídas, diminuindo sua capacidade de regular a sua de glicose no sangue.

O corpo não produz insulina, por isso você precisa de insulina suplementar a partir do momento em que for diagnosticado.

Essa condição frequentemente afeta crianças e jovens adultos pode começar de repente.

 

Diabetes tipo 2

Quando o diabetes tipo 2 começa, as células ficam resistentes ao efeito da insulina. Com o tempo,você para de produzir insulina suficiente e não aproveita mais sua glicose. Ou seja, suas células não podem absorver glicose e ela se acumula no sangue.

Isso que significa ser resistente à insulina. Se a sua glicose sempre estiver sempre alta, suas células não vão dar conta.

Podem demorar anos para os sintomas do diabetes tipo 2 aparecerem. Você pode, muitas vezes, usar medicamentos, dietas e exercícios, desde cedo para reduzir o risco ou retardar a doença.

Pessoas no estágio inicial de diabetes tipo 2 não precisam de insulina suplementar. Conforme a doença avança, porém, usar essa insulina pode ser necessário para controlar a glicose no sangue e para sobreviver.

O Tipo 2 geralmente resulta da obesidade e hábitos alimentares e de vida, assim como de remédios e outros problemas.

 

Fatores de risco

Ambos os tipos de diabetes podem envolver fatores genéticos.  

No tipo 1, os cientistas descobriram que fatores genéticos podem estar ligados à doença, mas isso não acontece com todos. O tipo 1 pode surgir após uma infecção viral, tais como caxumba ou citomegalovírus da rubéola.

No diabetes tipo 2, o histórico familiar desempenha um papel fundamental.  O Tipo 2 parece estar relacionado ao envelhecimento, um estilo de vida inativo, dieta, influência genética e obesidade.

Tanto o tipo 1 quanto o 2 parecem ser mais comuns em pessoas com baixos níveis de vitamina D, que é obtida quando pegamos sol.

A vitamina D ajuda no nosso sistema imunológico e na sensibilidade à insulina. Vitamina D suplementar pode diminuir o risco de desenvolver a doença.

 

Dieta

Sua dieta tem relação com o diabetes tipo 2, mas a dieta precoce também pode ter impacto no tipo 1.

Descobriu-se que o tipo 1, é mais comum nas pessoas que foram introduzidas ao leite de vaca mais cedo na vida. Isso sugere que a amamentação por um período maior pode reduzir o risco. Entretanto, mais pesquisas são necessárias.

O tipo 2 tende a ser mais comum em famílias onde tem histórico de obesidade. Talvez haja uma ligação genética, ou isso pode ocorrer porque a família tenha hábitos alimentares e de exercícios semelhantes.

Dietas ricas em açúcares simples e pobres em fibras e nutrientes vitais têm sido associadas ao diabetes.

 

Sintomas

As consequências de altos níveis persistentes de glicose no sangue podem variar entre tipos 1 e 2. Mas, tem alguns sintomas e sinais que são comuns nos dois.

As complicações mais graves envolvem:

  • Falência renal
  • Problemas nos olhos
  • Perda de visão
  • Danos neurológicos
  • Risco aumentado de problemas cardiovasculares, incluindo ataque cardíaco e derrame.

A tabela abaixo mostra alguns sinais e sintomas de possíveis complicações.

Diabetes tipo 1 Diabetes tipo 2
Atributos físicos comuns O IMC está principalmente dentro do intervalo normal ou baixo. O IMC está na faixa de sobrepeso ou obesidade.
Começo Rápido, muitas vezes apresentando-se agudamente com cetoacidose Lento, às vezes levando anos e muitas vezes se apresentando sem sintomas precoces
Sinais de aviso Sede extrema e fome Sede extrema e fome
Micção frequente Micção frequente
Perda de peso rápida Perda de peso rápida
Extrema fraqueza e fadiga Extrema fraqueza e fadiga
Náusea, vômito Náusea, vômito
Irritabilidade Irritabilidade
Visão embaçada
Infecções da pele
Feridas que curam lentamente
Pele seca e com coceira
Picadas ou dormência nos pés

 

Complicações Coma diabético ou cetoacidose Coma diabético ou cetoacidose, devido ao alto nível de açúcar no sangue
Pressão alta Pressão alta
Hipoglicemia ou baixo nível de açúcar no sangue Hipoglicemia ou baixo nível de açúcar no sangue
Nefropatia ou doença renal Nefropatia
Cegueira Cegueira
Ataque cardíaco Ataque cardíaco
Acidente vascular encefálico Acidente vascular encefálico
Neuropatia Neuropatia
Amputação Amputação
Úlceras Úlceras

 

Diagnóstico

O começo do tipo 1 geralmente é súbito. Se sintomas estiverem presentes, a pessoa deve procurar um médico o quanto antes.

Uma pessoa com pré-diabetes e nas primeiras fases do tipo 2 não terá sintomas.

Qualquer um dos seguintes exames pode ser usado para diagnosticar o tipo 1 ou 2, mas nem todos são recomendados para diagnosticar ambos os tipos:

  • Teste de A1C, também chamado teste de hemoglobina A1c, HbA1c ou hemoglobina glicosilada.
  • Teste de glicemia em jejum
  • Teste oral de tolerância à glicose (TOTG)

Outro exame de sangue, o teste aleatório de glicose no plasma, às vezes, é usado para diagnosticar diabetes durante os exames regulares.

 

Tabela

O seu diagnóstico de diabetes se dá pelo teste e por sintomas. Se o teste aleatório de glicose no plasma medir 200 microgramas por decilitro (d/L) ou mais, é diabetes. 

Os níveis de exame de sangue para diagnóstico de diabetes e pré-diabetes são descritos abaixo.

 

Teste de A1C (porcentagem) Teste de Glicose no Plasma em Jejum (Miligramas por decilitro – mg / dL) Teste de tolerância à glicose oral (mg / dL)
Diabetes 6,5 ou mais 126 ou mais 200 ou mais
Pré-diabetes 5,7 a 6,4 100 a 125 140 a 199
Normal Aproximadamente 5 99 ou menos 139 ou menos

 

Tratamento e prevenção

Não há cura para diabetes, mas medicações podem ajudar a administrá-lo. A insulina pode regular a glicose no sangue, evitando emergências hiperglicêmicas e protegendo contra algumas complicações de longo prazo.

 

Abaixo está uma lista dos métodos atuais conhecidos para tratar e prevenir diabetes tipo 1 e tipo 2.

 

Diabetes tipo 1 Diabetes tipo 2
Cura Nenhuma.

Alguns pesquisadores estão atualmente analisando os benefícios potenciais de uma combinação de remédios. Alguns são imunossupressores e outros aumentam a produção de gastrina para estimular a regeneração do pâncreas. Isso pode permitir que pessoas com diabetes tipo 1 vivam sem insulina.

Não há cura para o diabetes tipo 2, embora a cirurgia de bypass gástrico, o estilo de vida e o tratamento com medicação possam resultar em remissão. Recomenda-se um estilo de vida ativo, perda saudável de peso e controle da dieta.
Prevenção Não há nenhuma maneira conhecida de prevenir o ataque auto-imune a células pancreáticas produtoras de insulina. Prevenível e pode ser atrasado com uma dieta saudável e estilo de vida ativo.
Tratamentos Injeções de insulina Usar medicamentos para diabetes
Raramente, medicamentos orais Às vezes injeções de insulina
Modificações na dieta Escolhas alimentares saudáveis
Atividade física Exercício
Check-up regular dos níveis de açúcar no sangue e A1C Automonitorização da Glicose no Sangue (SMBG)
Controle da pressão arterial Controle da pressão arterial
Tratar níveis elevados de colesterol Tratar níveis elevados de colesterol

 

E vai ter cura?

Não há cura para a doença, mas a cirurgia de bypass gástrico, estilo de vida e tratamento com remédios podem resultar em remissão em pessoas com diabetes tipo 2.

Para pessoas com diabetes, alguns pesquisadores estão considerando combinar remédios imunossupressores e remédios que aumentem a produção de gastrina para ajudar na regeneração do pâncreas.

Isso pode significar que um dia as pessoas com diabetes tipo 1 não precisarão mais usar insulina.

 

Fonte: Medical News Today