Diabetes pode melhorar quando você emagrece?

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Redação
Diabetes pode melhorar quando você emagrece?

Pesquisa recente aponta que emagrecer pode ajudar a melhorar diabetes tipo 2

A descoberta

No diabetes tipo 2, o pâncreas não produz o suficiente de insulina. Esse é o hormônio que ajuda a regular os níveis de açúcar no sangue. Dietas influenciam vários aspectos da nossa saúde, inclusive no diabetes. Acreditava-se que a doença durava por toda a vida, mas um novo experimento sugeriu que a perda de peso pode diminuir os efeitos do diabetes.

O Diabetes Remission Clinical Trial (DiRECT) descobriu que cerca de metade dos participantes com o tipo 2 da doença que seguiram um programa de perda de peso melhoraram sua condição ao fim do estudo.

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Tomar chá é bom?

Pesquisas mostram que o chá verde é indicado para diabetes e pressão alta. Além disso, pode melhorar a sua saúde em geral e diminuir os níveis de colesterol LDL.
Algumas pesquisas sugerem que beber até seis xícaras por dia pode reduzir o risco de diabetes tipo 2. No entanto, mais pesquisas são necessárias.
Se você escolher chá verde, preto ou de ervas, evite adoçantes. Para um sabor refrescante, faça seu próprio chá gelado usando um chá perfumado gelado, como o rooibos, e adicione algumas fatias de limão.

Uma Alternativa aos Planos de Saúde

O Estudo

Tradicionalmente, os especialistas pensavam o diabetes como uma condição administrada e não curada. Até que essas novas descobertas mostram como o diabetes tipo 2 pode ser combatido usando com um remédio que todo mundo pode fazer: escolhas de estilo de vida e dieta.  

Mesmo assim, após os resultados do experimento terem sido divulgados, uma questão permaneceu sem resposta: Por que a perda de peso reduz o diabetes em algumas pessoas?

Agora, o pesquisador Roy Taylor – da Universidade de Newcastle, – afirma que podem ter encontrado a resposta.

 

A perda de peso pode normalizar o açúcar no sangue

Para o DiRECT, os pesquisadores recrutaram participantes que foram diagnosticados com diabetes tipo 2 dentro de 6 anos a partir do início do experimento.

Para o estudo, os voluntários foram aleatoriamente divididos em dois grupos:

Grupo 1: Receberam os cuidados das melhores clínicas

Grupo 2: Fizeram um programa intensivo de controle de peso enquanto ainda recebiam cuidados apropriados para o diabetes.

Após um ano do início do estudo, 46% do Grupo 2 conseguiu se recuperar e manter níveis normais de açúcar no sangue. Os participantes do Grupo 1, que não perderam peso o suficiente, não conseguiram alcançar esses resultados.

 

Impacto

Pesquisadores afirmam que as pessoas que perderam peso melhoraram seu funcionamento de um tipo de célula pancreática. São as células beta, que fazem a produção, armazenamento e liberação de insulina.

Os especialistas sempre pensaram que, em diabetes tipo 2, células beta pancreáticas eram destruídas, contribuindo para o desenvolvimento da condição. Médicos acreditam que isso pode mudar a forma com que o diabetes tipo 2 é tratado na fase inicial. Além disso, ao emagrecer no período do diagnóstico, você consegue recuperar melhor essas células beta.

 

E essas células estão envolvidas?

A análise feita revelou que os participantes que os participantes de Grupo 1 tinham diabetes há mais tempo – ou seja, cerca de 3,8 anos vs. 2,7 anos. As pessoas que recuperaram os níveis normais de glicose também melhoraram na função das células beta pancreáticas.

As descobertas indicam que a perda de peso pode ajudar a corrigir o metabolismo da gordura em pessoas com diabetes tipo 2. Porém, pode não dar certo para todos os diabéticos.  

 

Conclusão

“O conhecimento de mudança na doença levará a mais pesquisas para a compreensão deste processo,” explica Taylor.  Atualmente, pesquisas estão sendo feitas para trazer mais praticidade à vida dos diabéticos.

No entanto, os pesquisadores admitem que o DiRECT não deve permanecer como a única fonte de evidência, pois seus resultados foram vistos em uma coorte específica – dos quais 98% dos participantes eram brancos – o que só foi avaliado por um ano. Novos estudos devem ter uma duração maior e ser mais diversificados.

 

Fonte: Medical News Today