Furar a Orelha do Bebê: é Seguro?

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Redação
Furar a Orelha do Bebê: é Seguro?

Um tema recheado de polêmicas

Parece que foi ontem que a supermodelo Gisele Bundchen foi atacada por furar as orelhas de sua filha de 8 meses.

Alguns chamaram de abuso enquanto outros disseram que foi uma escolha baseada na cultura. Seja qual for o lado que está do debate, você deve saber que furar as orelhas de um bebê pode ser seguro, desde que algumas medidas sejam tomadas.

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Para começar, é melhor que um médico ou uma enfermeira realize o procedimento, diz o Dr. Dyan Hes. Médicos e enfermeiros, além de serem profissionais treinados, são mais propensos a utilizar instrumentos e ambientes estéreis.

Evitando infecções

O Dr. Hes também recomenda esperar que o bebê faça pelo menos 2 meses de idade antes de ter as orelhas furadas.

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Enquanto é muito raro um furo para brinco ficar infeccionado, complicações podem ocorrer se um bebê com menos de dois meses tiver uma infecção de pele ruim ou febre.  Sob essas circunstâncias, os médicos teriam que obter uma cultura de sangue e uma cultura de urina para descartar uma infecção sistêmica.

Mas na maior parte dos casos não chega a isso. Afinal, em muitos países os bebês têm suas orelhas furadas assim que nascem e eles ficam bem. Uma mamãe blogueira, por exemplo, escreveu que teve suas orelhas perfuradas com algumas horas de vida.

Seu avô, que era médico, furou as orelhas, e como a sua mãe é de Porto Rico, isso não é incomum para a cultura do país. Já as orelhas de sua filha foram perfuradas aos 6 meses e seu pediatra fez as honras.

Os benefícios da prata e do ouro

Os especialistas também recomendam que os médicos ou enfermeiros usem brincos de ouro, prata, platina ou aço inoxidável ao invés de argolas ao perfurar as orelhas dos bebês.

Metais preciosos e aço inoxidável minimizam os riscos de infecções e alergias. A dermatite de contato, uma reação de tipo alérgico, pode ocorrer com certos metais, especialmente o níquel.

Ao perfurar as orelhas das crianças pequenas, use brincos pequenos e apertados que não tenham nada pendurado ou afiado. Objetos pequenos podem apresentar um risco de asfixia. Eles também podem ficar presos dentro do canal auditivo externo ou do nariz, se as crianças brincarem com eles ou se caírem.

Outra possibilidade é que argolas ou brincos pendurados podem ficar presos na roupa ou podem ser puxados pelo bebê ou outras crianças. Se o lóbulo da orelha rasgar, um cirurgião plástico terá que corrigi-lo.

Os cirurgiões plásticos avisam as mães de que os bebês serão menos conscientes das consequências de puxar os brincos ou puxar os cabelos agarrados nos brincos. Embora seja raro, muitos cirurgiões tiveram que consertar as orelhas de bebês.

Cuidado e manutenção

Outra regra principal que precisa ser lembrada se as orelhas do seu bebê forem furadas é o cuidado e prevenção para evitar infecções.

Quanto à limpeza dos lóbulos das orelhas e dos pinos dos brincos, recomenda-se a limpeza após as orelhas serem perfuradas. As orelhas e os pinos dos brincos devem ser limpos de frente e de trás com álcool e cotonetes e, em seguida, uma pequena dose de pomada antibiótica deve ser aplicada.

Esse processo deve ser feito de manhã e de noite por cerca de uma semana. Os brincos devem ser girados nas orelhas algumas vezes ao dia. O bebê ou criança deve usar o mesmo brinco por 6 semanas antes de trocar para que o furo não acabe fechando.

Pequenas argolas que ficam muito perto da pele são provavelmente os melhores e mais seguros brincos uma vez que os originais, utilizados para perfurar as orelhas, são removidos.

Além de limpeza duas vezes ao dia com anti-sépticos e rotações, recomenda-se evitar mergulhos à medida que a orelha está se curando com o intuito de prevenir infecções secundárias e infecções transmitidas pelo sangue.

Se a área do lóbulo da orelha ficar vermelha, inchada ou com pus, procure um médico imediatamente para avaliação e possíveis antibióticos.

Há benefícios?

Acredite ou não, ter as orelhas furadas com pouco tempo de vida tem benefícios. Além de poder cuidar dos bebês de uma forma mais atenta como pai do que uma criança pequena faria, por exemplo, quanto menor for a criança, menor será a chance de cicatrizes queloides.

Os queloides, ou cicatrizes grossas, podem ocorrer na parte da orelha em que o brinco está localizado. Eles são mais comuns em peles mais escuras, e um artigo da Journal of Pediatrics sugere que os queloides ocorrem mais comumente quando as orelhas são perfuradas após os 11 anos de idade.

Se as cicatrizes queloides se formarem, elas podem ser difíceis de tratar e muitas vezes exigem injeções e cirurgias simples para removê-las.

Fonte: Healthline

 

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