O combate contra a gripe continua por todo o Brasil

Doutor Já Avatar

Doutor Já

Redação
O combate contra a gripe continua por todo o Brasil

Queda de temperatura não precisa ser sinônimo de queda de ânimo e nem de saúde. Foi se o tempo em que qualquer congestão nasal seguida de dores de cabeça e pelo corpo, perda de apetite e febre – e, em alguns casos, também diarreia e vômito – era chamada simplesmente de “virose” ou do popular “andaço”. Muito associada ao outono e ao inverno, quando as temperaturas caem pelo país e a população passa a permanecer mais em lugares fechados e com pouca ventilação, a gripe, essa doença infecciosa causada pelo vírus influenza, possui três tipos: A e B, que são os mais comuns, e C, a mais branda de todas.

A vacina para gripe é a forma mais eficaz de combate à doença e deve ser feita todo ano. Ela e é recomendada para os seguintes grupos prioritários: crianças entre 6 meses e 5 anos de idade, gestantes, puérperas, trabalhadores da saúde, povos indígenas, pessoas com mais de 60 anos, população privada de liberdade (ex: presos), funcionários do sistema prisional, portadores de doenças crônicas não transmissíveis ou de outras condições clínicas especiais. Já pessoas febris, com doenças neurológicas e alérgicos a ovo, não devem fazer o procedimento.

A novidade deste ano (2017) é que a vacina é diferente da aplicada desde 2010, pois a Organização Mundial da Saúde deu novas diretrizes para a mudança na composição, como a proteção para os subtipos H1N1, H3N2 e influenza B, que é o predominante este ano no hemisfério sul. O SUS oferece essa vacina em seus postos de saúde e as clínicas particulares também oferecem a opção de vacina tetravalente, que possui uma cepa (variação) a mais do vírus B.

Se o seu problema é a reação que a vacina pode causar, pode ficar tranquilo. Mesmo que, em casos muito pontuais, possam ocorrer reações como dor e vermelhidão no local e também além de onde a vacina foi aplicada, além de febre, desconforto e dores musculares, elas não são graves. Além disso, a vacina não é capaz de provocar a própria gripe na pessoa, pois os vírus que se encontram nela estão muito enfraquecidos.

Um grande problema é a automedicação, esse velho costume brasileiro. Por ser uma doença tida como comum, tem se a ideia de que o tratamento pode ser feito por qualquer pessoa. Porém, a medicação adequada, para dar certo, precisa ser prescrita por um profissional. Do contrário, o quadro infeccioso pode até evoluir para uma pneumonia. De acordo como o Ministério da Saúde, 2.220 pessoas no Brasil morreram por causa de gripe no ano passado.

Se precisar de consultas com Clínico geral, conte com a gente!