O Leite Probiótico Pode Ajudar na Gravidez?

Doutor Já Avatar

Doutor Já

Redação
O Leite Probiótico Pode Ajudar na Gravidez?

 

A ingestão do Leite Probiótico

Os pesquisadores descobriram que a ingestão de leite probiótico pelas mulheres durante o início da gravidez foi associada a um menor risco de parto prematuro (parto antes da 37ª semana de gravidez), em comparação ao risco de mulheres grávidas que não consumiram leite probiótico. Eles também encontraram uma associação entre o consumo de leite probiótico durante a fase final da gravidez e um menor risco de pré-eclâmpsia.

Buscar Médicos – Consultas e Exames com Preços Acessíveis

 

Pré-eclâmpsia é uma condição séria na qual a mulher grávida tem pressão arterial alta e um nível alto de proteína na urina. A condição pode ter efeitos em algum sistema ou em todo o corpo.

Ambas as condições- pré-eclâmpsia e parto prematuro- estão associadas a um nível maior de inflamação no corpo do que pode ser esperado em uma gravidez normal. Probióticos- ou bactéria “boa”- podem ajudar a reduzir a inflamação no corpo e, consequentemente, diminuir o risco dessas complicações na gravidez.

 

Possíveis efeitos protetores

Os pesquisadores descobriram que beber leite probiótico durante as etapas finais da gravidez foi associado a um risco 20% menor de pré-eclâmpsia, comparado com as mulheres que não beberam.  Os resultados sugerem que o risco é diminuído porque os sintomas de pré-eclâmpsia são reduzidos, tais como, pressão arterial alta e proteína na urina, o que tende a acontecer no terceiro trimestre.

O tempo de consumo de leite probiótico também pareceu fazer uma diferença para o parto prematuro: consumir esse leite no início da gravidez foi associado a um risco 21% menor de parto prematuro, em comparação com não beber leite probiótico durante o início da gravidez.

Uma explicação para esse resultado é que o parto prematuro pode, frequentemente, ser relacionado à infecção, que leva à inflamação no corpo. Os resultados sugerem que, se a resposta inflamatória do corpo pode ser reduzida em um estágio inicial da gravidez, isso pode diminuir o risco de parto prematuro.

Entretanto, os pesquisadores notaram que o estudo teve limitações. Por exemplo, eles não puderam provar a causa e efeito, mas mostraram uma relação entre leite probiótico e essas complicações. Além disso, eles não avaliaram quais dos produtos lácteos probióticos ou quais estirpes de bactérias neles podem ter efeitos de redução da inflamação.

Atualmente, os médicos recomendam que as mulheres grávidas com alto risco de pré-eclâmpsia tomem uma dose baixa de aspirina diariamente no segundo trimestre, pois, acham que ajuda a reduzir a inflamação.

 

Fonte: Live Science

 

Clique aqui e marque a sua consulta médica!