Por que Você Deve Deixar Seus Filhos Comerem “Porcaria”?

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Redação
Por que Você Deve Deixar Seus Filhos Comerem “Porcaria”?

A maneira como falamos da comida dá-lhe poder.

Restrições alimentares e dietas durante a infância podem contribuir para um maior risco de compulsão alimentar no futuro.  Quando chamam as sobremesas de “doce”, “guloseima” ou “comida ruim”, os pais sem saber dão um “poder” especial à comida. Essa rotulação pode aumentar o desejo de uma criança de comer mais dessa tão chamada “comida ruim”.

 

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Mas ao tratar batatas, cookies e guloseimas como qualquer outra comida, nós podemos desarmar o poder que elas têm sobre os nossos filhos. O bônus de abordar a educação alimentar desta forma é possivelmente evitar que as crianças desenvolvam preocupações com a imagem corporal durante a adolescência e o início da idade adulta.

 

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E se quiser evitar entrar em uma briga de poder sobre se seu filho pode ou não comer confete depois do jantar, lembre-o de que o doce estará disponível no dia seguinte.  Usar táticas como essa pode ajudar as crianças a evitar pensar “que é tudo ou nada”, lembrando-as de seu poder de fazer escolhas inteligentes de alimentos levando em consideração como os seus corpos se sentem.

 

Ainda assim, a maior parte dos pais busca orientações sobre como ensinar aos seus filhos hábitos alimentares saudáveis. Realmente depende de uma escolha individual.  Ao invés de controlar o que a minha filha come, eu a encorajo a fazer escolhas sábias a favor do seu corpo em crescimento.

 

Modificar a forma como falo dos alimentos com a minha filha ajuda a fortalecer a conexão mente-corpo. Por exemplo, ao invés de falar “Termine o seu almoço ou você ficará com fome depois”, eu frequentemente digo, “Escute o seu corpo, ele está lhe dizendo que está cheio?”.

 

Comer conscientemente começa desde cedo

Pesquisas mostram que comer conscientemente pode ensinar às pessoas melhores hábitos alimentares. Isso acontece por encorajar as pessoas a pensar conscientemente no exato momento em que estão comendo o alimento.

Carla Naumburg diz que a maior parte das crianças naturalmente come de forma consciente e a nossa tarefa como pais é cultivar essa percepção.

“Ter a prática de comer conscientemente pode incentivar a percepção da criança e a curiosidade acerca dos alimentos que come e ajudá-la a ouvir os sinais do seu corpo de fome e saciedade. Ao invés de impor regras restritas sobre a quantidade de comida que a criança ingere por refeição, deveríamos exemplificar como sintonizar as sugestões internas (do corpo) e apoiar os nossos filhos a fazer o mesmo,” diz ela.

 

Ensinar aos nossos filhos como comer de forma consciente significa examinar e entender as nossas próprias práticas alimentares. “Não precisamos consertar todos os nossos hábitos alimentares desajeitados. É um trabalho difícil que você não consegue realizar em uma vida agitada, mas precisamos estar cientes deles para que não os ensinemos, ” acrescenta Naumburg.

 

Por exemplo, quando eu era uma criança, minha mãe frequentemente estava de dieta, confiando na sabedoria de musas fitness para ajudá-la a perder os quilos indesejados.  Ela frequentemente se julgava por estar comendo certos alimentos. Enquanto ela tomava cuidado para não se repreender na minha frente, eu a ouvia falando ao telefone com suas amigas, dizendo coisas como: “Eu estou tão mal, eu não deveria comer carboidratos, mas eu comi dois cookies  depois do jantar ”ou“ Eu estava bem hoje, não comi nenhum doce.”

 

Mesmo se não estivermos dizendo essas coisas diretamente para os nossos filhos, quando ouvirem por acaso eles irão entender que as comidas podem se dividir em “boas” ou “ruins” e que o nosso valor depende das escolhas que fazemos.

Limite as distrações alimentares

Naumburg disse que as famílias podem começar a comer de forma mais consciente ao limitar as distrações, como telas, incluindo celulares e tabletes, durante o horário da refeição. Ela também recomenda oferecer às crianças uma variedade de escolhas alimentares.

Foque na percepção do corpo e menos no autocontrole

Entretanto, desenvolver uma relação saudável com a comida não resulta do autocontrole- mas sim de uma autopercepção. Prestar atenção em como vários alimentos fazem nossos corpos se sentirem pode ajudar a cultivar essa percepção, que é um exercício que podemos ensinar aos nossos filhos.

 

Por exemplo, a minha filha sabe que comer muitos doces faz o seu estômago doer. Porque ela conhece esse sinal do corpo, ela pode regular por conta própria quantos doces consumir.

 

Finalmente, ensinar aos nossos filhos a confiar no seu corpo é um dos melhores jeitos de ajudá-los a desenvolver hábitos alimentares saudáveis.  Ao aprender essa lição, eles descobrem que fazer escolhas alimentares inteligentes vem de dentro – uma habilidade que pode ajudá-los ao longo de toda a vida.

Fonte: Healthline

 

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