Será Que Eu Tenho TOC?

Doutor Já Avatar

Doutor Já

Redação
Será Que Eu Tenho TOC?

 

Confusões a respeito do TOC

Pessoas que odeiam uma mesa bagunçada, mas que podem viver com uma, não têm necessariamente TOC (transtorno obsessivo compulsivo). Nem as pessoas que lavam as mãos antes de comer, mas se em alguma ocasião não tiver água e sabão, ainda assim almoçam.  No entanto, a declaração “Eu tenho TOC!” parece estar em todos os lugares.

Uma parte dessa confusão é compreensível. O Manual de Diagnóstico e Estatística (DSM) listou o TOC junto a outros transtornos de ansiedade, e, praticamente, todo mundo já teve ansiedade. O problema é que você também já teve dores de cabeça, mas isso não significa que sabe como é a dor de uma enxaqueca a menos que você tenha tido uma. O mesmo ocorre com a dor do TOC, que pode interferir no trabalho, relacionamentos e muito mais.

Buscar Médicos – Consultas e Exames com Preços Acessíveis

 

Como o TOC age?

O cérebro está condicionado a nos alertar para qualquer coisa que ameace nossa sobrevivência. Entretanto, este sistema funciona mal quando se tem TOC. Isso pode resultar em um tsunami de sofrimento emocional que mantém sua atenção absolutamente focada.

Nenhum medo define a condição. Há obsessões familiares como lavar as mãos ou verificar o fogão. Mas também há acúmulo, hipocondria ou um medo terrível de que você vá prejudicar alguém. Pessoas com um tipo comum de TOC podem até ter ansiedade paralisante sobre a sua própria orientação sexual.

Como qualquer doença mental, apenas um médico pode oferecer um diagnóstico confiável. Mas aqui temos alguns comportamentos que os especialistas dizem ser genuinamente sintomas do TOC.

 

Sintomas

 

– Barganhar

É comum as pessoas com TOC acreditarem que, se verificarem o fogão apenas mais uma vez, ou procurarem no Google apenas mais um sintoma de uma doença, eles estarão com suas mentes claras. Mas o TOC normalmente renuncia ao acordo. O cérebro se torna bioquimicamente associado à coisa que se teme. Realizar o ritual apenas convence-o de que o perigo é real e só perpetua o ciclo.

 

 – Sentir-se compelido a fazer certos rituais

Alguém poderia te pagar pagar R$10, R$ 100, ou qualquer quantia de dinheiro relevante para você – a fim de que você não faça algum ritual, como verificar a porta da frente vinte vezes antes de ir ao trabalho? Se a sua ansiedade pode ser comprada por um preço relativamente baixo como esse, você pode – apenas – ter um medo muito forte de ser assaltado, mas provavelmente não possui o transtorno. Já o cérebro da pessoa com TOC sinaliza que existe um risco de vida e por isso é difícil dar um preço à sobrevivência.

 

 – Dificuldade em tranquilizar-se

Para pessoas com TOC, a frase “sim, mas” pode ser familiar. (Sim, seus últimos três exames de sangue para esta ou aquela doença foram negativos, mas como você sabe que eles não misturaram as amostras?) Tendo em vista que a certeza absoluta raramente é possível, quase nenhuma garantia extingue o obstáculo do “sim, mas” e isso mantém as rodas de ansiedade girando.

 

Lembrar-se de quando começou

Nem todas as pessoas com TOC podem apontar o momento exato em que o transtorno começou, mas muitas podem. O TOC é uma espécie de ansiedade livre antes dos sintomas iniciais começarem, mas depois se prende a uma idéia particular – o medo de alguém atacar você com uma faca quando está fazendo o jantar, por exemplo. Essas experiências tendem acontecer com a maioria das pessoas.

 

Sentir-se consumido pela ansiedade

O TOC é uma questão de grau, especialmente porque existem riscos do mundo real associados a quase todas as coisas que desencadeiam obsessivos compulsivos. As casas queimam sim e as mãos carregam germes. Se você pode viver com a incerteza do que os perigos podem causar – mesmo que eles o deixem desconfortável – você provavelmente não tem TOC, ou pelo menos não é um caso muito sério. Se a ansiedade é tão grande que consome seus pensamentos e perturba seu dia, você pode ter um problema. O TOC faz com que sua vida fique transtornada.

Há tratamentos comprovados. Os medicamentos, incluindo antidepressivos, são, muitas vezes, uma grande parte da solução.  A psicoterapia – especialmente a terapia cognitivo-comportamental (TCC) – pode ser tão eficaz quanto os remédios. Um potente tipo de TCC é um protocolo conhecido como exposição e prevenção de resposta (ERP). Como o nome sugere, o ERP envolve a exposição gradual a situações cada vez mais provocativas – sob a orientação de um terapeuta – evitando quaisquer rituais para desfazer a ansiedade. Comece tocando uma maçaneta sem lavar as mãos, por exemplo, suba a escada do perigo percebido – um corrimão em um ônibus, uma torneira em um banheiro público – e lentamente o cérebro desaprende o medo.

Fonte: Time.com

Clique aqui e marque a sua consulta médica!